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Um decreto publicado no início de agosto de 2026 estabelece pela primeira vez valores de multas precisos contra as lojas de animais que ainda vendem cães e gatos. Alguns dias depois, um regulamento europeu inédito regula o bem-estar e a rastreabilidade desses mesmos animais em todo o continente. Esses dois textos mudam concretamente o que os profissionais e os particulares podem fazer, ou não, com um animal de estimação na França.

Sanções em lojas de animais: o que o decreto de 5 de agosto de 2026 muda na prática

Antes deste texto, a proibição da venda de cães e gatos em lojas de animais existia na lei, mas as sanções eram vagas. O decreto de 5 de agosto de 2026 preenche essa lacuna. Uma venda ou transferência irregular de cão ou gato em loja de animais agora expõe a uma multa de 5ª classe que pode chegar a 1.500 euros por animal, dobrada para 3.000 euros em caso de reincidência, segundo o ministério da Agricultura e o site Service-Public.

A exposição de animais visíveis a partir de uma via aberta à circulação pública também é alvo, com uma multa de 4ª ou 5ª classe, dependendo dos casos. Concretamente, estamos falando das vitrines voltadas para a rua, um dispositivo ainda comum em algumas lojas.

Para acompanhar todas as novidades do site Univers Animaux, essas evoluções regulamentares fazem parte dos assuntos que merecem uma vigilância regular, dada a sua influência direta sobre os profissionais do setor.

Jovem interagindo com um gato malhado em uma rua urbana movimentada

Regulamento europeu 2026/1818: rastreabilidade de cães e gatos em todo o continente

No dia 10 de agosto de 2026, o Jornal Oficial da União Europeia publica o Regulamento (UE) 2026/1818. Este é o primeiro texto europeu unificado sobre o bem-estar e a rastreabilidade de cães e gatos. Até agora, cada Estado membro criava suas próprias regras, o que complicava as transferências de animais entre países e facilitava o tráfico.

Proibição de manter um cão sozinho em ambientes internos após 8 semanas

O regulamento introduz a proibição de manter um cão com mais de 8 semanas exclusivamente em ambientes internos. Esta medida visa as criações intensivas onde os animais nunca veem a luz do dia. Para um particular em apartamento, as opiniões variam sobre a interpretação exata desta cláusula, mas ela visa principalmente as estruturas profissionais.

Identificação e rastreabilidade reforçadas

O texto também estabelece um quadro comum de identificação. O objetivo é poder acompanhar um animal desde seu nascimento até sua adoção, independentemente do país da União em que se encontra. Para os criadores e abrigos, isso significa novas obrigações documentais e um vínculo mais estreito com as bases de dados nacionais.

  • Obrigação de identificação antes de qualquer transferência, incluindo entre particulares em um contexto transfronteiriço
  • Harmonização dos registros de criação acessíveis às autoridades veterinárias de cada Estado membro
  • Reforço dos controles nas fronteiras para animais de estimação transportados em grande número

Novos controles sanitários: o que espera os criadores e proprietários de animais

Paralelamente a esses dois textos, a França reforça seus controles sanitários sobre as criações. As inspeções focam nas condições de detenção, na conformidade das instalações e no acompanhamento veterinário das ninhadas. Um criador que não mantém seu registro de acompanhamento atualizado se expõe a notificações, podendo até enfrentar fechamentos administrativos.

Para os proprietários, a obrigação de identificação por microchip continua a ser a base de qualquer procedimento. Sem isso, é impossível viajar com seu animal, fazê-lo segurar ou provar sua propriedade em caso de litígio. Os veterinários constatam que esta regra, embora antiga, ainda não é respeitada por uma parte dos detentores de gatos.

Mulher explorando um mercado de animais ao ar livre com pássaros exóticos e acessórios

Mercado de animais de estimação na França: um setor que pesa muito

O mercado francês de animais de estimação representa cerca de 14 bilhões de euros, segundo dados divulgados pelos observatórios do setor. Este número abrange alimentação, cuidados veterinários, acessórios e serviços (passeio, banho, seguro).

A alimentação continua a ser o principal item de despesa. As linhas premium e as ração sem grãos capturam uma parte crescente do mercado, impulsionadas por proprietários que aplicam aos seus animais as mesmas exigências que à sua própria alimentação.

Adoção e abrigos: uma demanda que não diminui

Os abrigos e associações continuam a lidar com um fluxo significativo de abandonos, especialmente após o período de verão. A adoção em abrigo continua a ser o modo de aquisição mais incentivado pelas autoridades públicas, mas a realidade mostra que muitos futuros proprietários ainda recorrem a anúncios online, um canal difícil de regular.

  • As associações relatam um pico de abandonos entre junho e setembro a cada ano
  • A adoção em abrigo geralmente inclui identificação, esterilização e um exame veterinário
  • As plataformas de anúncios não verificam sistematicamente a identificação dos animais oferecidos

Proteção animal: o governo anuncia um plano reforçado

O governo expressou em julho de 2026 sua vontade de reforçar a luta pela proteção animal. Entre as propostas mencionadas: um controle mais rigoroso da posse de certas espécies, um aumento dos recursos dos inspetores veterinários e uma melhor coordenação entre associações, prefeituras e forças de segurança.

No terreno, as associações esperam recursos concretos mais do que anúncios. A falta de vagas em abrigos, o custo dos cuidados veterinários para os animais apreendidos e a lentidão dos procedimentos judiciais permanecem os três principais obstáculos citados pelos voluntários.

A atualidade animal do verão de 2026 se destaca por essa acumulação de textos regulamentares em poucas semanas. Para os proprietários e profissionais, o quadro jurídico em torno dos animais de estimação nunca evoluiu tão rapidamente. Manter-se informado sobre essas mudanças não é mais uma opção, é uma necessidade para quem possui ou trabalha com animais.

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